Es.pa.ço s. m. 1. Fís. Extensão tridimensional ilimitada ou infinitamente grande, que
contém todos os seres e coisas e é campo de todos os eventos.
I.ma.gi.ná.rio adj. 1. Que só existe na imaginação. 2. Que não é real. 3. Ilusório. S. m. Escultor de imagens.



domingo, 24 de outubro de 2010

Cinco Livros de arrepiar!

O blog anda sem muita atividade, é vero. Por isso, enquanto eu não consigo fazer um bom post sobre arquitetura, vamos continuar com os posts literários com mais uma lista de 5 livros. Desta vez, porém, a sugestão vem direto de Neil Gaiman. No seu estupendo blog ele sugeriu, aproveitando a proximidade do Halloween, dar uns aos outros livros de terror de presente. Bem, o orçamento anda  muito apertado e fica muito difícil dar livros de presente nessas condições. Pensei, então, em sugerir aqui 5 livros assustadores como um presentinho para vocês. Depois de muito matutar com essa minha mente diabólica eu cheguei a uma lista de 5 livros que me arrepiaram até os cabelos! Espero que gostem:
1. Os Mortos-Vivos, de Peter Straub
A Sociedade Chowder é um grupo de amigos que se reúne regularmente para contar histórias. Até que, numa noite, um deles pergunta: "Qual foi a coisa mais terrível que você já fez?". A partir daí as histórias ganham contornos sobrenaturais, beirando a loucura, até que a sociedade Chowder começa a ser ameaçada pelo terror que eles mesmos trouxeram de seu passado.
2. O Iluminado, de Stephen King
Muito antes de Jack Nicholson correr atrás de Shelley Duvall com um machado, o livro de Stephen King já me arrepiava até a alma! Em O Iluminado, a história se desenrola no misterioso Hotel Overlook, onde Jack Torrance, um escritor alcóolatra, consegue um emprego de zelador na baixa temporada. Porém, desde que a família se mudou para o hotel, coisas sinistras e inexplicáveis começam a acontecer, e logo a família se vê ameaçada pela força sinistra que habita o Hotel.
3. A Profecia, de David Seltzer
Misteriosos acontecimentos cercam a vida da rica família Thorn, e todos parecem ligados a Damien, filho do diplomata Robert Thorn e da sua bela e instável esposa Katherine. Enquanto os acontecimentos inexplicáveis se multiplicam, Thorn é levado a investigar o motivo das calamidades que se abateram sobre sua família: o que ele acaba descobrindo é que o mal bíblico mais terrível de todos, profetizado desde o início dos tempos, está se aproximando.
4. O Barril de Amontillado e outras histórias, de Edgar Allan Poe
Poe é, notadamente, o mestre do suspense. Nesta colêtanea de histórias Poe apresenta o porão mais obscuro da mente humana, na forma de histórias que envolvem assassinatos, traições, loucura, e fatos explicados somente à luz difusa do sobrenatural.
5. Horror em Amityville, de Jay Anson
Desde que Shirley Jackson nos apresentou à Casa da Colina, nunca uma casa se mostrou tão capaz de provocar medo irracional... Mas isso até que a família Lutz se muda para uma bela casa em Amityville, um idílico subúrbio residencial. Uma vez na casa, os Lutz se vêem ameaçados por uma presença sobrenatural maligna que parece quer levá-los ao desespero e à morte.

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

A culpa é dos livros!

Todas as vezes que eu fico sonhando acordada, imaginando e vivendo aventuras, a culpa é dos livros, tenho certeza. Primeiro, foi aquela tal Sherazhade, que me convidou para passar 1001 noites na Arábia. Eu pensei "por que não?" Afinal, eu já tinha passado a maior parte do tempo com os irmãos Grimm, e com Hans Christian Andersen, vivendo histórias de fadas, então, que mal havia em mudar de ares, e trocar maçãs envenenadas por sementes de sésamo? Foi aí que começou o problema, eu acho. Depois disso, não havia convite que me fizessem que eu não aceitava de bom grado. Por exemplo, quando um tal Mark Twain me apresentou a Tom Sawyer e Huck Finn, lá estava eu, sonhando em fazer parte do bando! E que tal depois, quando me convidaram para uma viagem a bordo de um navio pirata? Io-ho, por que não? Tempos depois eu estava caçando tesouros com Jim Hawkings na Ilha do Esqueleto. Tomei gosto pela vida no mar, e fui com Lemuel Gulliver a Liliput, a Broabdignag e outras terras ainda mais insólitas... Ainda embalada pelo espírito marinheiro eu viajei sob o comando de Um Capitão de Quinze Anos, atravessei Vinte Mil Léguas Submarinas com o Capitão Nemo, e depois, cacei o demônio branco Moby Dick com Ismael e o capitão Ahab. Já enjoada do mar voltei à terra, e resolvi explorar a África. Alan Quartermain foi meu guia na busca pelas Minas do Rei Salomão, e depois, no coração da cidade de Kor eu conheci os Ammahagger e sua imperiosa rainha, minha xará Ayesha. Cheia da África, resolvi passar uma temporada selvagem na Índia, com os lobos, mas tive que fugir correndo por causa de Shere Khan. Foi por pouco! Era tempo de tornar à civilização, e resolvi passar um tempo no Morro dos Ventos Uivantes, onde conheci Heathcliff, por quem me apaixonei. Mas o coração de Heathcliff já pertencia à Catherine. Ademais, não dá muito certo namorar homens feitos de papel e tinta. Resolvi curar minhas mágoas em Portugal, mas eis que conheço o Amor de Perdição de Simão e Tereza. Arrasada com o fim triste da história, voltei ao Brasil, mas por aqui também andavam Peri e Cecília, Lúcia e Paulo... as histórias terminavam sempre de um jeito tão trágico que eu desisti de vez dos romances! Voltei às aventuras, e desta vez acompanhei Os Três Mosqueteiros, ou melhor, os quatro, e depois o Homem da Máscara de Ferro. Depois, foi a minha vez de ajudar na vingança do Conde de Monte Cristo, e na vendetta dos Irmãos Corsos. De volta aos ares de Paris, conheci o Corcunda de Notre Damme, e a cigana Esmeralda, e depois mendiguei na sarjeta com Jean Valjean e um bando de Miseráveis. Era tempo de voltar ao Brasil: eis que encontro Bento Santiago e sua amada Capitu dos olhos de Ressaca. A história não terminou bem, apesar dos meus esforços de convencer Dom Casmurro de que Capitu era inocente... (Será?) Daí eu tive vontade de viver aventuras épicas, e por isso fui à Terra Média e entrei para A Sociedade do Anel. A batalha contra Mordor foi difícil, mas não curou minha sede de aventuras. Voltei à Inglaterra, para ajudar Ivanhoe a recuperar sua honra. De passagem, conheci Os Cavaleiros da Távola Redonda! Ora bolas! Era tempo de conhecer novas aventuras, então caí numa toca de coelho e viajei Através do Espelho até o País das Maravilhas com Alice. Foi só voltar e lá estava eu, abrindo a porta de um guarda-roupas mágico e conhecendo Nárnia. Depois da queda de Jadis eu voltei ao... Saara? Minha nossa! Olha ali o Pequeno Príncipe, vindo do espaço, que ama uma rosa, e tem uma amiga raposa... "Chega!", eu disse, "chega de aventuras". Mas, mal eu disse isso e um tal Neil Gaiman jogava poeira do sonho nos meus olhos e me levava a conhecer portas secretas, mundos alternativos, seres perpétuos, deuses velhos e novos, estrelas caídas... E ainda me vem um tal Isaac Asimov e me mostra o futuro! Ora essa! Escritores são pessoas das mais malucas! Onde já se viu, mundos secretos, viagens extraordinárias, romances impossíveis... Escritores definitivamente são malucos, e se eu ficar maluca também, a culpa é deles, e de seus livros, com certeza. Se acontecer, juro que faço que nem Dom Quixote: visto minha armadura de Sonho, empunho minha lança de Fé, monto o Roncinante-Pensamento e vou me bater com os moinhos de vento da Realidade... Ah, se vou!