Es.pa.ço s. m. 1. Fís. Extensão tridimensional ilimitada ou infinitamente grande, que
contém todos os seres e coisas e é campo de todos os eventos.
I.ma.gi.ná.rio adj. 1. Que só existe na imaginação. 2. Que não é real. 3. Ilusório. S. m. Escultor de imagens.



terça-feira, 21 de setembro de 2010

Cinco Livros 4

Me ocorreu agora aproveitar a oportunidade e fazer mais um post com a tag Cinco Livros, desta feita exclusivamente literários...
1. Coraline, de Neil Gaiman.
Acho que nunca citei Neil Gaiman aqui, mas muitas das pessoas que me conhecem sabem que sou fã do cara. Gaiman é, para mim, um dos melhores autores de língua inglesa ainda vivos. Conheci Gaiman através dos quadrinhos Sandman, seu primeiro sucesso editorial. Depois, li outros de seus livros, mas aqui eu destaco Coraline, que aliás eu li faz bem pouco tempo. Coraline Jones é uma garotinha que se muda com os pais para um novo apartamento, onde ela conhece vizinhos malucos, um gato misterioso e encontra uma porta secreta que a leva para outro mundo, igual ao seu, onde ela conhece versões alternativas de seus pais, vizinhos e é levada a experimentar uma "outra vida". Com o tempo, porém, essa descoberta se mostra perigosa e Coraline é obrigada a enfrentar coisas assustadoras. Para todas as crianças que já sonharam com mundos secretos, Gaiman mostra, como já o fez Lewis Carroll antes, que, às vezes, o "outro mundo" pode ser um pesadelo tresloucado, e que coragem é continuar, apesar do medo... Coraline é um "conto de fadas moderno", cheio de lirismo, capaz de prender leitores de todas as idades...
2. Fernão Capelo Gaivota, de Richard Bach
A história de Fernão Capelo Gaivota, uma ave fascinada, em primeira instância, pelas múltiplas possibilidades do voar, e, depois, pela idéia de liberdade não pode ser explicada em uma sinopse. Entender o significado do livro é mergulhar de cabeça em seu universo, onde se encerram profundas lições sobre a vida, a amizade, a liberdade e o amor...
3. Dom Quixote de La Mancha, de Miguel de Cervantes
Todo mundo já ouviu a expressão "investir contra moinhos de vento". Pois essa expressão tem origem na história do fidalgo que, apaixonado por romances de cavalaria, perde o juízo, e se mete a ser cavaleiro andante em busca de fama e do amor de sua donzela. Em suas fantasias, seu pangaré, Roncinante, é um belo alazão, hospedarias são castelos, rebanhos de ovelhas são exércitos e moinhos de vento são gigantes, que ele enfrenta pelo amor de uma camponesa, sua "doce princesa" Dulcinéia. Sempre me perguntei se Dom Quixote era uma sátira aos romances de cavalaria, uma elegia à loucura, ou simplesmente uma história cômica e trágica a um só tempo. Ainda não me decidi. Creio que vale uma nova leitura...
4. O Nome da Rosa, de Umberto Eco
Dois monges vão a um mosteiro beneditino para participar de um enclave. O objetivo: uma disputa ideológica entre a rica Igreja e as pobres ordens mendicantes. Porém, mortes inexplicáveis começam a acontecer, todas aparentemente ligadas a um misterioso livro. Motivados pelo desafio e pela curiosidade, o brilhante monge Guilherme de Baskerville e seu ingênuo aprendiz, Adso de Melk, se dispõem a desvendar o mistério que cerca a abadia. Assim começa uma história que mistura suspense, acontecimentos históricos, charadas, filosofia, teologia e uma boa dose de arquitetura...
5. Moby Dick, de Herman Melville
"Chamai-me Ismael". Com essa frase começa uma das maiores obras da literatura mundial. Moby Dick descreve a aventura do jovem marujo Ismael que, a bordo do Pequod, baleeiro comandado pelo enigmático capitão Ahab, toma parte na caça ao "demônio branco", o "leviatã dos mares", a baleia branca Moby Dick. Muito se discute sobre o significado simbólico desse livro: seria uma representação da eterna luta entre o bem e o mal, uma metáfora do embate entre o homem e a natureza, ou seria ainda uma alegoria à disputa ideológica então travada entre o catolicismo e o protestantismo? Se não pela emocionante história, que conduz a um desfecho de tirar o fôlego, vale a pena ler pelo significado simbólico e filosófico que se pode ler nas entrelinhas...

Agonizando sim, mas não morto!

Este é, infelizmente, o estado atual deste blog. Por quê? A primeira razão é a falta de tempo. Reta final de faculdade, formatura, estágio, etc... tudo isso consome um tempo danado. Depois, tem o fato de eu ter que brigar pelo único PC e pela internet com um irmão adolescente, uma irmã que também cursa uma faculdade, um pai em plena militância política (virtual) e uma mãe agora internauta... Fico devendo novos posts, mas tenham a certeza de que o blog Espaço Imaginário ainda não morreu!
P.S. Obrigada aos leitores de Bias Fortes que continuam postando comentários no post sobre a cidade e mantendo este blog semi-consciente, na UTI, ligado à aparelhos respiratórios!