Es.pa.ço s. m. 1. Fís. Extensão tridimensional ilimitada ou infinitamente grande, que
contém todos os seres e coisas e é campo de todos os eventos.
I.ma.gi.ná.rio adj. 1. Que só existe na imaginação. 2. Que não é real. 3. Ilusório. S. m. Escultor de imagens.



domingo, 24 de outubro de 2010

Cinco Livros de arrepiar!

O blog anda sem muita atividade, é vero. Por isso, enquanto eu não consigo fazer um bom post sobre arquitetura, vamos continuar com os posts literários com mais uma lista de 5 livros. Desta vez, porém, a sugestão vem direto de Neil Gaiman. No seu estupendo blog ele sugeriu, aproveitando a proximidade do Halloween, dar uns aos outros livros de terror de presente. Bem, o orçamento anda  muito apertado e fica muito difícil dar livros de presente nessas condições. Pensei, então, em sugerir aqui 5 livros assustadores como um presentinho para vocês. Depois de muito matutar com essa minha mente diabólica eu cheguei a uma lista de 5 livros que me arrepiaram até os cabelos! Espero que gostem:
1. Os Mortos-Vivos, de Peter Straub
A Sociedade Chowder é um grupo de amigos que se reúne regularmente para contar histórias. Até que, numa noite, um deles pergunta: "Qual foi a coisa mais terrível que você já fez?". A partir daí as histórias ganham contornos sobrenaturais, beirando a loucura, até que a sociedade Chowder começa a ser ameaçada pelo terror que eles mesmos trouxeram de seu passado.
2. O Iluminado, de Stephen King
Muito antes de Jack Nicholson correr atrás de Shelley Duvall com um machado, o livro de Stephen King já me arrepiava até a alma! Em O Iluminado, a história se desenrola no misterioso Hotel Overlook, onde Jack Torrance, um escritor alcóolatra, consegue um emprego de zelador na baixa temporada. Porém, desde que a família se mudou para o hotel, coisas sinistras e inexplicáveis começam a acontecer, e logo a família se vê ameaçada pela força sinistra que habita o Hotel.
3. A Profecia, de David Seltzer
Misteriosos acontecimentos cercam a vida da rica família Thorn, e todos parecem ligados a Damien, filho do diplomata Robert Thorn e da sua bela e instável esposa Katherine. Enquanto os acontecimentos inexplicáveis se multiplicam, Thorn é levado a investigar o motivo das calamidades que se abateram sobre sua família: o que ele acaba descobrindo é que o mal bíblico mais terrível de todos, profetizado desde o início dos tempos, está se aproximando.
4. O Barril de Amontillado e outras histórias, de Edgar Allan Poe
Poe é, notadamente, o mestre do suspense. Nesta colêtanea de histórias Poe apresenta o porão mais obscuro da mente humana, na forma de histórias que envolvem assassinatos, traições, loucura, e fatos explicados somente à luz difusa do sobrenatural.
5. Horror em Amityville, de Jay Anson
Desde que Shirley Jackson nos apresentou à Casa da Colina, nunca uma casa se mostrou tão capaz de provocar medo irracional... Mas isso até que a família Lutz se muda para uma bela casa em Amityville, um idílico subúrbio residencial. Uma vez na casa, os Lutz se vêem ameaçados por uma presença sobrenatural maligna que parece quer levá-los ao desespero e à morte.

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

A culpa é dos livros!

Todas as vezes que eu fico sonhando acordada, imaginando e vivendo aventuras, a culpa é dos livros, tenho certeza. Primeiro, foi aquela tal Sherazhade, que me convidou para passar 1001 noites na Arábia. Eu pensei "por que não?" Afinal, eu já tinha passado a maior parte do tempo com os irmãos Grimm, e com Hans Christian Andersen, vivendo histórias de fadas, então, que mal havia em mudar de ares, e trocar maçãs envenenadas por sementes de sésamo? Foi aí que começou o problema, eu acho. Depois disso, não havia convite que me fizessem que eu não aceitava de bom grado. Por exemplo, quando um tal Mark Twain me apresentou a Tom Sawyer e Huck Finn, lá estava eu, sonhando em fazer parte do bando! E que tal depois, quando me convidaram para uma viagem a bordo de um navio pirata? Io-ho, por que não? Tempos depois eu estava caçando tesouros com Jim Hawkings na Ilha do Esqueleto. Tomei gosto pela vida no mar, e fui com Lemuel Gulliver a Liliput, a Broabdignag e outras terras ainda mais insólitas... Ainda embalada pelo espírito marinheiro eu viajei sob o comando de Um Capitão de Quinze Anos, atravessei Vinte Mil Léguas Submarinas com o Capitão Nemo, e depois, cacei o demônio branco Moby Dick com Ismael e o capitão Ahab. Já enjoada do mar voltei à terra, e resolvi explorar a África. Alan Quartermain foi meu guia na busca pelas Minas do Rei Salomão, e depois, no coração da cidade de Kor eu conheci os Ammahagger e sua imperiosa rainha, minha xará Ayesha. Cheia da África, resolvi passar uma temporada selvagem na Índia, com os lobos, mas tive que fugir correndo por causa de Shere Khan. Foi por pouco! Era tempo de tornar à civilização, e resolvi passar um tempo no Morro dos Ventos Uivantes, onde conheci Heathcliff, por quem me apaixonei. Mas o coração de Heathcliff já pertencia à Catherine. Ademais, não dá muito certo namorar homens feitos de papel e tinta. Resolvi curar minhas mágoas em Portugal, mas eis que conheço o Amor de Perdição de Simão e Tereza. Arrasada com o fim triste da história, voltei ao Brasil, mas por aqui também andavam Peri e Cecília, Lúcia e Paulo... as histórias terminavam sempre de um jeito tão trágico que eu desisti de vez dos romances! Voltei às aventuras, e desta vez acompanhei Os Três Mosqueteiros, ou melhor, os quatro, e depois o Homem da Máscara de Ferro. Depois, foi a minha vez de ajudar na vingança do Conde de Monte Cristo, e na vendetta dos Irmãos Corsos. De volta aos ares de Paris, conheci o Corcunda de Notre Damme, e a cigana Esmeralda, e depois mendiguei na sarjeta com Jean Valjean e um bando de Miseráveis. Era tempo de voltar ao Brasil: eis que encontro Bento Santiago e sua amada Capitu dos olhos de Ressaca. A história não terminou bem, apesar dos meus esforços de convencer Dom Casmurro de que Capitu era inocente... (Será?) Daí eu tive vontade de viver aventuras épicas, e por isso fui à Terra Média e entrei para A Sociedade do Anel. A batalha contra Mordor foi difícil, mas não curou minha sede de aventuras. Voltei à Inglaterra, para ajudar Ivanhoe a recuperar sua honra. De passagem, conheci Os Cavaleiros da Távola Redonda! Ora bolas! Era tempo de conhecer novas aventuras, então caí numa toca de coelho e viajei Através do Espelho até o País das Maravilhas com Alice. Foi só voltar e lá estava eu, abrindo a porta de um guarda-roupas mágico e conhecendo Nárnia. Depois da queda de Jadis eu voltei ao... Saara? Minha nossa! Olha ali o Pequeno Príncipe, vindo do espaço, que ama uma rosa, e tem uma amiga raposa... "Chega!", eu disse, "chega de aventuras". Mas, mal eu disse isso e um tal Neil Gaiman jogava poeira do sonho nos meus olhos e me levava a conhecer portas secretas, mundos alternativos, seres perpétuos, deuses velhos e novos, estrelas caídas... E ainda me vem um tal Isaac Asimov e me mostra o futuro! Ora essa! Escritores são pessoas das mais malucas! Onde já se viu, mundos secretos, viagens extraordinárias, romances impossíveis... Escritores definitivamente são malucos, e se eu ficar maluca também, a culpa é deles, e de seus livros, com certeza. Se acontecer, juro que faço que nem Dom Quixote: visto minha armadura de Sonho, empunho minha lança de Fé, monto o Roncinante-Pensamento e vou me bater com os moinhos de vento da Realidade... Ah, se vou!

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Cinco Livros 4

Me ocorreu agora aproveitar a oportunidade e fazer mais um post com a tag Cinco Livros, desta feita exclusivamente literários...
1. Coraline, de Neil Gaiman.
Acho que nunca citei Neil Gaiman aqui, mas muitas das pessoas que me conhecem sabem que sou fã do cara. Gaiman é, para mim, um dos melhores autores de língua inglesa ainda vivos. Conheci Gaiman através dos quadrinhos Sandman, seu primeiro sucesso editorial. Depois, li outros de seus livros, mas aqui eu destaco Coraline, que aliás eu li faz bem pouco tempo. Coraline Jones é uma garotinha que se muda com os pais para um novo apartamento, onde ela conhece vizinhos malucos, um gato misterioso e encontra uma porta secreta que a leva para outro mundo, igual ao seu, onde ela conhece versões alternativas de seus pais, vizinhos e é levada a experimentar uma "outra vida". Com o tempo, porém, essa descoberta se mostra perigosa e Coraline é obrigada a enfrentar coisas assustadoras. Para todas as crianças que já sonharam com mundos secretos, Gaiman mostra, como já o fez Lewis Carroll antes, que, às vezes, o "outro mundo" pode ser um pesadelo tresloucado, e que coragem é continuar, apesar do medo... Coraline é um "conto de fadas moderno", cheio de lirismo, capaz de prender leitores de todas as idades...
2. Fernão Capelo Gaivota, de Richard Bach
A história de Fernão Capelo Gaivota, uma ave fascinada, em primeira instância, pelas múltiplas possibilidades do voar, e, depois, pela idéia de liberdade não pode ser explicada em uma sinopse. Entender o significado do livro é mergulhar de cabeça em seu universo, onde se encerram profundas lições sobre a vida, a amizade, a liberdade e o amor...
3. Dom Quixote de La Mancha, de Miguel de Cervantes
Todo mundo já ouviu a expressão "investir contra moinhos de vento". Pois essa expressão tem origem na história do fidalgo que, apaixonado por romances de cavalaria, perde o juízo, e se mete a ser cavaleiro andante em busca de fama e do amor de sua donzela. Em suas fantasias, seu pangaré, Roncinante, é um belo alazão, hospedarias são castelos, rebanhos de ovelhas são exércitos e moinhos de vento são gigantes, que ele enfrenta pelo amor de uma camponesa, sua "doce princesa" Dulcinéia. Sempre me perguntei se Dom Quixote era uma sátira aos romances de cavalaria, uma elegia à loucura, ou simplesmente uma história cômica e trágica a um só tempo. Ainda não me decidi. Creio que vale uma nova leitura...
4. O Nome da Rosa, de Umberto Eco
Dois monges vão a um mosteiro beneditino para participar de um enclave. O objetivo: uma disputa ideológica entre a rica Igreja e as pobres ordens mendicantes. Porém, mortes inexplicáveis começam a acontecer, todas aparentemente ligadas a um misterioso livro. Motivados pelo desafio e pela curiosidade, o brilhante monge Guilherme de Baskerville e seu ingênuo aprendiz, Adso de Melk, se dispõem a desvendar o mistério que cerca a abadia. Assim começa uma história que mistura suspense, acontecimentos históricos, charadas, filosofia, teologia e uma boa dose de arquitetura...
5. Moby Dick, de Herman Melville
"Chamai-me Ismael". Com essa frase começa uma das maiores obras da literatura mundial. Moby Dick descreve a aventura do jovem marujo Ismael que, a bordo do Pequod, baleeiro comandado pelo enigmático capitão Ahab, toma parte na caça ao "demônio branco", o "leviatã dos mares", a baleia branca Moby Dick. Muito se discute sobre o significado simbólico desse livro: seria uma representação da eterna luta entre o bem e o mal, uma metáfora do embate entre o homem e a natureza, ou seria ainda uma alegoria à disputa ideológica então travada entre o catolicismo e o protestantismo? Se não pela emocionante história, que conduz a um desfecho de tirar o fôlego, vale a pena ler pelo significado simbólico e filosófico que se pode ler nas entrelinhas...

Agonizando sim, mas não morto!

Este é, infelizmente, o estado atual deste blog. Por quê? A primeira razão é a falta de tempo. Reta final de faculdade, formatura, estágio, etc... tudo isso consome um tempo danado. Depois, tem o fato de eu ter que brigar pelo único PC e pela internet com um irmão adolescente, uma irmã que também cursa uma faculdade, um pai em plena militância política (virtual) e uma mãe agora internauta... Fico devendo novos posts, mas tenham a certeza de que o blog Espaço Imaginário ainda não morreu!
P.S. Obrigada aos leitores de Bias Fortes que continuam postando comentários no post sobre a cidade e mantendo este blog semi-consciente, na UTI, ligado à aparelhos respiratórios!

sexta-feira, 11 de junho de 2010

PA: Interlúdio ao som de samba...

Noites geladas sentada na frente do PC, tentando dar hatch no CAD, montando pranchas, escrevendo memorial descritivo e pedindo peloamordedeus pro sketchup não travar... o resultado? Um projeto quase pronto e um sambinha pra embalar as noites de desespero. Acabo de crer que, se a Arquitetura não der certo, vou acabar me tornando compositora. Aí vai meu primeiro sucesso, "O samba do PA que vira a madruga":
(imaginem um ritmo de sambinha...)

Se um dia você me ver com tristeza,
com olheira, apatia
Pode crer, é o PA do dia a dia
PA: já matou minha alegria...
PA: entregar é o que eu queria
Pra me livrar dessa agonia só entregando PA

Mas terça-feira é a libertação
Depois da entrega tem jogo da Seleção
E se no fim eu puder passar,
eu juro que vou pro boteco,
e tomo umas pingas pra comemorar!

Fala sério: tem ou não tem tudo pra virar um hit?? Quanto ao PA que inspirou essa letra profunda e comovente, a entrega é terça-feira, quando poderei então postar as imagens das pranchas e fotos da maquete... Vejo vocês em breve!

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Ao mestre...


O Espaço Imaginário está de luto: morreu nesta segunda feira Arthur Arcuri, o maior arquiteto de Juiz de Fora. Arthur Arcuri, filho de Pantaleone Arcuri (pioneiro da construção na cidade) é autor de projetos como o campus da UFJF, o extinto colégio Magister e o Marco do Centenário, além de diversos projetos residenciais. Nascido em uma família que tinha por tradição o trabalho na construção civil, foi pelas suas mãos talentosas que o modernismo se disseminou em Juiz de Fora. Arthur Arcuri deixa não apenas um legado incomparável em termos de arquitetura, mas 97 anos de simpatia e humildade, que podem ser ilustradas em um exemplo simples: quando questionado sobre seu importante papel na história da arquitetura de Juiz de Fora, Arthur Arcuri, a despeito de todo o seu talento, atrbuiu seu pioneirismo ao acaso: "foi apenas uma questão de oportunidade: eu estava no lugar certo, na hora certa"...

quinta-feira, 29 de abril de 2010

É Lula lá!

A Revista Time divulgou recentemente e famosa lista das 100 pessoas mais influentes do mundo. Bizarrices à parte, Lady Gaga faturou o primeiro lugar no ranking dos artistas, que também contou com nomes como a apresentadora Oprah Winfrey e a vencedora do Oscar Sandra Bullock. Zaha Hadid (arquiteta, mulher e iraquiana!) liderou o ranking na categoria pensadores, figurando como a única representante da classe dos arquitetos na lista. Sem críticas ao trabalho dela, por favor: goste ou não, a mulher tem presença!
A surpresa (nem tão surpreendente assim) foi a vitória de Lula na categoria Líderes (Barrack Obama conquistou apenas o quarto lugar...). A lista é sintomática, a meu ver: mais do que a vitória de Lula como líder mundial, mostra a vitória de um país que ganhou destaque no cenário internacional na última década. Falem o que quiserem, não tenho dúvidas de que o carisma de Lula fez boa parte do trabalho; o ineditismo de um presidente que veio da classe trabalhadora fez o resto, juntamente com todas as conquistas de Lula, como transformar o Rio na primeira cidade latino-americana a sediar uma Olimpíada, por exemplo, além de marcar presença entre as principais mesas de discussão ao redor do globo. O texto de Michael Moore sobre o presidente é ao mesmo tempo um elogio ao trabalho de Lula e uma alfinetada no governo americano: segundo Moore, o trabalho de Lula e seus programas de atenção às classes menos favorecidas visam transformar o Brasil em um país de primeiro mundo, enquanto os EUA se assemelham cada vez mais a um país de terceiro mundo.
E aí: o homem tá podendo ou não? Resta saber se essa conquista vai ajudar o Brasil em sua épica saga em busca da tão sonhada cadeira no conselho de segurança da ONU...

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Isis (2008)

Na época em que eu ainda tinha algum tempo eu conseguia fazer uns desenhos bacaninhas...

domingo, 25 de abril de 2010

Alunos criativos (pra dizer o mínimo!)

Esse ganhava ponto em "cultura geral"


Um ponto pela criatividade...



Noooossaaaaaa!

Vale a pena conferir...

Faculdade, estágio, ONG, trabalhos pra amigos e família... UFA!!! Tá cada vez mais difícil arranjar um tempinho pra postar... Assim, resolvi usar este post para mostrar que ainda estou viva e para fazer propaganda de outras coisas que eu andei lendo esta semana:
1. Destaque para os posts "casa en árbol" do blog urbanabolismo... Concepções interessantes, desenhos bacanas e um tema no mínimo inusitado.
2. Ainda no blog urbanabolismo, pode-se encontrar uma lista das melhores casas enterradas projetadas nos últimos anos. Projetos interessantes, combinando um partido introspectivo e uma preocupação com a climatização.
3. Todos os últimos posts do blog Places and Spaces mostram vistas muito interessantes de Nova York e seus espaços públicos. Eu pessoalmente me apaixonei pelo post sobre o projeto Lent Space, uma instalação temporária criada pelo Interboro Architects e que constitui um espaço público super convidativo. Vale a pena dar uma olhada.
Fora da web, eu quero destacar a série Megacidades, exibida todo domingo no Fantástico. Aliás, vai passar mais um capítulo daqui a pouco. Meu comentário: é bom ver a preocupação com a urbanização e a "desurbanização" das cidades se estandendo para o público não especializado, com a exibição de uma série em uma grande rede de tv aberta e em horário nobre. O capítulo do domingo passado foi muito bom e pessoalmente estou ansiosa pra ver o capítulo especial sobre São Paulo...
That's all, folks!!!! Vejo vocês mais tarde, quando eu estiver menos sufocada de trabalho!

quinta-feira, 18 de março de 2010

PAIEEEEEE!!!!!!! EU QUERO UM PLAYSTATION 3!

Essa semana vai se lançado no Brasil o terceiro episódio da saga do soladado+assassino+carniceiro+deus+badass Kratos, herói (ou não) de God of War. Pra quem não conhece a história, Kratos era um general espartano que, depois de ver seu exército ser quase exterminado em uma batalha contra bárbaros, faz um pacto com Ares, o deus da guerra, dando sua alma em troca da vitória. Depois disso o exército de Kratos vence batalha após batalha até que, um belo dia, sua mulher e filha são mortas em um massacre no templo de Atena, comandado pelo próprio general. A partir de então, para se redimir de seus crimes, Kratos passa a servir aos deuses do Olimpo, notadamente Atena. A briga feia começa quando Kratos recebe a missão de matar Ares. Depois de eliminar cruelmente todos os bichos feios enviados por Ares, Kratos derrota o próprio. Ao fim desse arco da história ele se torna o novo Deus da Guerra (God of War... sacaram?), pois, com a morte de Ares o cargo ficara vago. Aí termina o primeiro jogo. No segundo episódio, Kratos é traído por Zeus e, eventualmente, assassinado e mandado para o Inferno para acertar contas com seus antigos amiguinhos... ele escapa e acaba recebendo a ajuda de Gaia e dos titãs para destruir Zeus. O segundo jogo acaba com Kratos no comando de um exército de titãs escalando o Monte Olimpo atrás de Zeus... E agora chega ao Brasil God of War 3: Chains of Olympus. O terceiro jogo é exclusivo para playstation 3 e, pelos promos que foram divulgados, possui uma qualidade gráfica MUUUUUITOOOOOOO FODAAAAAA! Sério mesmo! E aí você me pergunta: "Ayesha, o que isso tem a ver com a arquitetura?". E eu respondo: "E precisa ter? É God of War 3!!!!!"... Mas, falando sério, alguma coisa nesse post interessa a esse blog.
No post anterior eu falei sobre a arquitetura digital que evoluiu muito nos últimos 10 ou 15 anos, na mesma proporção em que evoluíram os consoles. E God of War também mostra essa evolução. No primeiro jogo os cenários são um tanto tímidos: representam fielmente a arquietura grega (não o urbanismo, mas enfim, nem tudo é perfeito...), mas há pouco espaço para a exploração espacial, quero dizer, para a viajandice na maionese. A única exceção é o Templo de Pandora, que fica preso nas costas do titã Cronos, enquanto este vaga pelo deserto. Esse, sim, é um cenário incrível... No segundo jogo os criadores abusaram da imaginação e mandaram ver legal na interatividade do cenário, superando ainda mais esse aspecto que estava presente menos explicitamente no jogo anterior. Fora os gráficos absurdamente realistas... E isso gera uma expectativa enorme em relação ao próximo jogo. Infelizmente eu não poderei comentar tão cedo: como eu disse antes, esse lançamento é exclusivo para playstation 3 e eu, pobre mortal, parei no play 2... Snif, snif...

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Sobre a arquitetura do imaginário...

Esse final de semana eu assisti (de novo) ao Resident Evil Degeneration. Se você é um nerd gamemaníaco como eu, você certamente sabe do que se trata. Se não, eu explico: Resident Evil é uma série de jogos de ação e terror mundialmente famosa com um enredo bem simples: um grupo de pessoas (normalmente policiais) fugindo de hordas de zumbis canibais infectados por um vírus criado por uma empresa-farmacêutica-capitalista-malvada. Desde o lançamento do primeiro jogo, nos anos 90, RE cresceu de uma forma surpreendente e conseguiu uma longevidade considerável (lá se vão mais de 10 anos desde o lançamento do primeiro Resident. Numa indústria onde novos títulos são lançados e descartados a cada minuto, manter uma série por tanto tempo é um mérito reservado à grandes franquias, como Tomb Raider, Mortal Kombat, Street Fighter, Final Fantasy entre outros, que inclusive fazem parte da mesma leva). Depois de ver as sofríveis adaptações cinematográficas estreladas pela Mila Jojovitch (sim, eu assisti aos 3 filmes! O que estava pensando? Afinal, se o primeiro já foi suficientemente ruim, o que esperar das sequências?), me deu até um frio na barriga quando eu soube que estavam pra lançar outro filme. Por isso, Degeneration, de certo modo, foi um alívio... Afinal o filme segue de modo bem fiel a cronologia dos jogos, e traz de volta dois personagens conhecidos e admirados pelo público. Claro, o filme tem lá seus poréns... a adição de personagens desnecessários parece ser uma mania em adaptações cinematográficas, a história é um pouco fraca em comparação ao enredo dos jogos e alguns dos diálogos soam forçados demais. Mas, vá lá... o filme fez juz ao que se esperava de um Resident Evil... Especialmente na parte gráfica. Vendo RE Degeneration é difícil não se surpreender com a evolução da computação gráfica... Os personagens, as texturas, os movimentos, enfim, tudo parece bem natural. Comparando os gráficos desse filme (e os episódios recentes do jogo, como RE 4, RE 5 e Dark Side Chronicles) com os bonequinhos quadrados do primeiro jogo é difícil não ficar imaginando onde essa evolução vai parar... se é que vai parar algum dia. O que leva ao assunto que interessa nesse post inteiro: a evolução da arquitetura dos videogames ou, como eu disse no título, a arquitetura do imaginário.

Claire é uma das protagonistas de RE Degeneration


Se antes os cenários eram meros coadjuvantes, hoje eles são quase protagonistas... o cenário, em alguns jogos, pode atrapalhar os objetivos do personagem, ou se tornar uma grande vantagem, como em Shadow of Colossus, em que o jogador deve utilizar o ambiente natural para vencer seus adversários. Em outros jogos o cenário pode se tornar o desafio: em Ico, da mesma produtora de Shadow of Colossus, o objetivo do jogador é simplesmente escapar de uma fortaleza labiríntica (ao mesmo tempo em que luta contra os monstros e salva a mocinha). Isso sem falar na liberdade exploratória quase total de jogos como o GTA, e na pesquisa histórica (arquitetônica e urbanística) que levou à construção de uma cidade árabe medieval em Assassin's Creed. E olhe que eu deixei de fora da lista um monte de jogos com cenários igualmente incríveis, como Half Life, a série Tomb Raider, Mass Effect, Rainbow Six entre outros...

Em Shadow of Colossus o jogador usa o cenário para derrotar gigantes feiosos
Essa é uma das imagens promocionais de ICO: o cenário é um puzzle gigantesco...

Arquitetura é construção. Definitivamente. Porém é impossível não ficar maravilhado diante da evolução cada vez maior da arquitetura no mundo digital. E se alguém tem alguma dúvida, vale a pena assistir RE Degeneration só pra ver os cenários principais da história: o aeroporto e o laboratório da empresa farmacêutica-capitalista-malvada...

Depois do Carnaval, o assunto ainda é samba e futebol...

Ufa... Finalmente de volta à vida normal.
E antes que alguém pense que eu passei esse tempo todo silente porque estava me esbaldando no carnaval, eu não estava. Estava aproveitando esse tempinho para descansar, colocar algumas leituras em dia, me desencarregar de algumas tarefas e arrumar outras. Agora de volta à vida normal (que aqui no Brasil realmente só começa depois do carnaval), resolvi postar algumas observações sobre os últimos dias.
En primeiro lugar, o assunto é carnaval. Não assisti aos desfiles das escolas de samba (porque meu sono é BEM precioso), mas assisti ao compacto dos melhores momentos e estou pra dizer que o enredo, digamos, "arquiurbanístico" da Beija-Flor não foi exatamente o que eu esperava na Sapucaí... Claro, muito belo, criativo mas não empolgante. Quanto à vitória da Tijuca, muito mais do que merecida. Afinal, a criatividade de Paulo Barros para transformar alegorias em esculturas humanas rendeu duas bolas na trave em carnavais anteriores (é só lembrar da cadeia de DNA de 2004 ou 2005, se não me engano). Era mais do que justo que dessa vez ele conseguisse marcar gol...
Falando em gol, esta flamenguista vem aqui parabenizar os botafoguenses pela vitória na Taça Guanabara... e lembrar aos mesmos que ainda tem muito campeonato carioca, brasileirão e Copa do Brasil pela frente... portanto não comemorem demais!

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

O edifício da discórdia

Sabe aquela sensação de que determinado assunto está te perseguindo? Pois é! Essa semana eu li as últimas edições da aU e Projeto, e me deparei com a sinopse do livro "Condomínio Absoluto", de Carlos Teixeira, que trata da polêmica megatorre que quase foi construída em Sampa. Depois, dei uma passadinha no Lugar Invisível só pra ver que o professor Alvaro Giannini também tinha comentado o assunto. E por fim no Blog do Vazio, onde além de divulgar seu trabalho Carlos Teixeira postou o link para uma reportagem do Estado de São Paulo em que Bosco Brasil (autor da novela das sete da "rede grobo") afirma que a idéia da trama nasceu do projeto da torre de Maharishi Yogi... Enfim, graças a toda essa campanha involuntária hoje eu resolvi escrever sobre o assunto... Confesso que ainda não li o livro (snif!). Mas a lembrança do polêmico projeto da torre me fez repensar minha opinião a respeito.

Deixa eu explicar: na época em que o projeto foi idealizado e divulgado eu fiquei sabendo da existência do mesmo através da revista SUPERINTERESSANTE (Tudo bem, não foi uma revista de arquitetura. Mas naquela época eu jurava que ia ser bióloga marinha!), e confesso que, quando li a reportagem, o empreendimento me chamou a atenção... Afinal, quem não iria querer morar em um prédio auto-suficiente? Na época (eu devia ter, o que, uns 13 anos?) eu não compreendia a questão urbana suficientemente bem para assimilar o impacto que aquela torre gigantesca teria em São Paulo. E não falo apenas em termos de paisagem urbana, mas também em termos de sociedade: afinal, já vivemos em uma época que tende para a degeneração das relações pessoais, uma época em que cada vez mais as pessoas tendem a se fechar em suas casas e apartamentos, deixando a cidade como mera coadjuvante e não como palco da vida humana. A que extremo essa torre levaria? Será que a construção da megatorre acabaria dissociando seus moradores da cidade? Claro, todas essas questões só me ocorrem agora, fazendo um retrospecto. Na época eu ficava deslumbrada pela possibilidade de se construir uma "cidade vertical", e, como boa leiga que era, estava extremamente otimista quanto ao sucesso da torre. Ingenuamente, com certeza...

E hoje? Sinceramente, não tenho uma resposta pronta, apenas especulações e reflexões. Ainda existe uma espécie de corrida frenética nos países desenvolvidos ou emergentes para a construção do novo "maior prédio do mundo" (como, por exemplo, as megatorres projetadas ou já construídas na Ásia), mas hoje minha atitude é menos ingênua e mais crítica. Ainda acho as novas megatorres são um sinal dos tempos: a cidade vai acabar tendo que conviver, sim, com esses novos edifícios. Mas é fundamental que a relação que se estabeleça entre a "cidade horizontal" e as novas "cidades verticais" seja de convivência harmônica e não um duelo de titãs!

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Casa "engarrafada"

Pra quem ainda não acredita que a reciclagem é o futuro...







Recebi esse material por e-mail há alguns dias. Fico devendo as informações básicas (local, responsável, custo, quantidade de garrafas usadas, etc). Também faltam dados sobre a resistência e o desempenho termo-acústico das paredes. Se alguém souber do que se trata me avise pra que eu possa atualizar a informação.
Não sei quanto a vocês, mas eu achei o resultado final interessante... e fiquei surpresa pela qualidade aparente do acabamento final.
Opinem!

Eu voltei... voltei pra ficar

Hello, boys and girls!!
Acho que agora as coisas estão melhorando pra mim (em termos de organização do tempo) e, felizmente, vai dar pra postar regularmente de novo!!
Como dizem, ano novo, vida nova! Vocês devem ter reparado que agora o blog é ilustrado pelo projeto (interessantíssimo, diga-se de passagem) de Snohetta para a Ópera de Oslo, na Noruega... Pois é! Depois de passar os últimos dois anos com os mestres modernos resolvi deixar um contemporâneo ilustrar o Espaço. Gostaram?
Falando em ilustrar, acho que devo algo a vocês, já que faz muito tempo que eu não posto nenhum trabalho da faculdade aqui. Resolveremos isso nos próximos posts. E já aproveito pra adiantar que o tema desse período é Museificação do Patrimônio Edilício (nome difícil, né?). Basicamente, trata-se do projeto de adaptação de um imóvel tombado para o uso museológico (tô cheia de palavras difíceis hoje!). O projeto é em dupla, e, mais uma vez, Danielle Lobato e eu seremos parceiras (pra quem não sabe, Dani é minha dupla nos trabalhos de faculdade, desde o 5° período). O tema que nós escolhemos foi História da Indústria e, pra quem conhece Juiz de Fora, a edificação tombada escolhida foi a antiga Cia. Pantaleone Arcuri (onde hoje funciona a AMAC). Se tudo der certo, no final deste semestre eu postarei aqui o MInd - Museu Industrial. Não preciso nem dizer que estou muito animada pra esse projeto, né?
Sobre o projeto anterior, de Habitação Popular.... Foi massa! Juro! Amei o tema e amei o resultado, apesar dos inevitáveis bugs decorrentes do atraso e das 58 horas sem dormir... Assim que eu terminar de organizar meus arquivos de faculdade eu seleciono algum material para postar aqui.
No mais, é isso, galera. Tô de volta, e agora pra ficar!

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Justificativa

Vida de trabalhador braçal é foda...
Agora, além da faculdade eu faço estágio, o que significa que eu não tenho muito tempo para "blogar"... Na verdade, não tenho muito tempo para a vida social virtual em geral (meu orkut e meu twitter estão às moscas...). Mas, I promisse, estarei postando regularmente tão logo eu consiga me ajustar à nova rotina. Até lá vou acompanhando os blogs do professor Fernando Lara, do Henrique e Tiago e outros.

That's all, folks!
See ya soon!