Es.pa.ço s. m. 1. Fís. Extensão tridimensional ilimitada ou infinitamente grande, que
contém todos os seres e coisas e é campo de todos os eventos.
I.ma.gi.ná.rio adj. 1. Que só existe na imaginação. 2. Que não é real. 3. Ilusório. S. m. Escultor de imagens.



sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Sustentabilidade e petróleo?

Nem só de petróleo e prédios caros vivem os sheikes dos Emirados Árabes. A cidade mais sustentável do mundo vai ser construída no emirado Abu Dhabi. Masdar terá um sítio para produção de energia solar e um instituto onde serão realizadas pesquisas na área de fontes alternativas de energia, em parceria com o prestigioso MIT. As construções utilizaram materiais reciclados, como o alumínio e boa parte do concreto, e outros serão retirados do local, diminuindo o custo ambiental do transporte. Como todas as construções possuirão painéis fotovoltáicos, a cidade será autosuficiente em energia. A previsão é de Masdar comporte cerca de 40 mil habitantes.
Oxalá iniciativas como esta comecem a se espalhar, embora nem todos os países disponham dos recursos finaceiros dos Emirados para investir em uma maravilha como essa. Na verdade seria muito bom se pudéssemos apenas reduzir os níveis de poluição gerados pelo petróleo que, coincidência!, é a principal fonte da dinheirama dos Emirados!

Veja a matéria completa no Blog Planeta Sustentável clicando aqui

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

O Novo MASP

Faz tempo que você não vai ao MASP? Ou você nunca foi? O segundo andar, onde localzia-se o acervo do museu, ficou fechado por dois meses e reabriu em outubro de 2007 com uma nova concepção de exposição. Agora o acervo do MASP não está mais organizado por períodos e regiões geopolíticas, mas sim por temas. Se você quiser saber o que o aguarda na sua próxima visita ao MASP, aqui vão os resumos das exposições. São quatro exposições temáticas: A arte do mito, A natureza das coisas, Olhar e ser visto, e Virtude e Aparência (a caminho do moderno).
ARTE DO MITO
Mito, arte, realidade

"O mito é o nada que é tudo, diz um verso de Fernando Pessoa em Mensagem. O homem é um animal que se conta histórias, é isso que o diferencia entre as espécies. E o mito é uma das primeiras histórias, das primeiras formas do sentido, que o homem se deu. Jacob Bryant, citado por Edgar A. Poe no famoso conto sobre a carta roubada, escreveu que nos esquecemos de que não acreditamos nas fábulas e continuamos agindo a partir delas como se fossem realidades existentes.
O mito começou a entrar para a realidade primeiro na literatura oral e, depois, por aquilo que se chama arte. Toda a primeira grande arte da humanidade, a chamada arte clássica, depende do mito que, assim, se na arte não é tudo, por certo é muita coisa. E é um gênero que, com a paisagem, a natureza morta e o retrato, orienta a nova exposição permanente do MASP. Um gênero feito de obras na aparência fáceis de entender. Tudo nelas parece familiar. Mas, o que mesmo diz O julgamento de Paris ou o Himeneo de Poussin?
Esta mostra propõe uma reapropriação sensível destas fábulas que continuamos a tratar como realidades. A coleção do MASP é rica neste gênero e iniciar por ele a comemoração de seus 60 anos era uma evidência, em dupla homenagem à arte e àquilo que, diz Pessoa, "sem existir nos bastou / por não ter vindo foi vindo / e nos criou": o mito, essa carta roubada (que nos roubamos) e que no entanto segue à vista - bem oculta."

Teixeira Coelho
Curador-coordenador, MASP

"Por que o mito? Porque o acervo do Masp possui um núcleo de obras com temas mitológicos extraordinário, num conjunto que merece ser revelado e explorado. E porque apresentar obras de técnicas e períodos diferentes com temas afins é uma das formas melhores para se evidenciar estilos individuais, visões originais - condição da existência da própria arte - e especificidades culturais de cada época; para se perceber contrastes e idéias partilhados ao longo dos séculos; para se descobrir que um nu de Manet ou Renoir pode ter mais pontos em comum com a antiguidade do que o simples "clichê" de pintores revolucionários a eles atribuído deixa suspeitar. Uma exposição sobre o mito permite, também, um retorno à nascente da cultura ocidental através das fontes literárias, que ajudam a decifrar as narrativas.
O mito é, portanto, o fio condutor desta exposição, com o seu emaranhado de lendas e símbolos, mas não seu protagonista absoluto. Ao longo dele desenvolvem-se as várias técnicas e linguagens da arte, da musicalidade e ordem em Saraceni e Poussin à atmosfera densa de Delacroix. Apesar de os temas narrativos serem objeto de atenção no material informativo à disposição do público, convém lembrar que o tema por si só não é arte. A arte está no olhar que o artista empresta ao tema. Este é, porém, um passaporte para se entrar na obra, um enigma diante do qual não queremos que o visitante, como os tebanos diante da Esfinge, sucumba."

Roberto Carvalho de Magalhães
Curador
arte do mito - em exposição desde 3 de outubro de 2007
OLHAR E SER VISTO
"Olhar e ser visto, que estará aberta ao público em 10 de outubro, celebra a arte do retrato e do auto-retrato do século 16 aos nossos dias. São telas, fotografias, esculturas, desenhos e gravuras, tornando possível perceber as diversas transformações na representação pelas quais a efígie passou ao longo dos anos.
A exposição foi organizada em cinco blocos: O retrato da pompa, O recurso à cena, Eu mesmo, Retratos modernos e A desconstrução, que conduzem o espectador no mundo dos retratos, acompanhando as diversas transformações por que passou o modo de registrar as pessoas na arte. No caminho proposto pelo curador do MASP, Teixeira Coelho, as primeiras obras mostram retratados de corpo inteiro, altivos e imponentes. Mais para o final o que aparece dos modelos é quase nada e em alguns casos as imagens mal permitem a identificação do retratado.
Maior das quatro mostras temáticas do acervo com 95 obras, Olhar e ser visto soma-se a A arte do mito, com 46 obras, aberta em 2 de outubro passado; A natureza das coisas, com 69 obras, aberta em 23 de abril e Virtude e aparência (A caminho do moderno), com 38 obras, aberta em 18 de julho, totalizando as 248 obras, que podem a partir de outubro ser vistas em conjunto e ficam por tempo indeterminado em cartaz.
Entre os inúmeros destaques da nova mostra temos O artista (1875), de Manet; Paul Alexis lê o manuscrito a Zola (1869-70) de Cézanne; Rosa e azul - As meninas de Cahen d´Anvers (1881) de Renoir; Auto-retrato com barba nascente (1635) de Rembrandt; Auto-retrato (Perto de Gólgota) (1896) de Paul Gauguin; Renée (1917) de Modigliani; Retrato de Suzanne Bloch (1904) de Picasso; Greta Garbo (1937) escultura em gesso de Ernesto de Fiori."
texto extraído do site oficial do MASP:http://masp.uol.com.br/exposicoes/2008/olhareservisto
olhar e ser visto - em exposição desde 10 de outubro de 2007
A NATUREZA DAS COISAS

"Uma cadeira é uma coisa. E uma pedra, uma nuvem, uma folha. O mundo todo é uma coisa, escreveu Kant. Tudo que existe é uma coisa. Tudo menos, para alguma filosofia e em muita pintura, a figura humana, uma interrupção nesse largo contínuo que é o mundo das coisas.
Mas em pintura há um gênero em que coisas e homens se tornam uma unidade: a paisagem. A partir do século 18, a nascente ciência moderna era uma disciplina que dividia a natureza em suas partes para analisá-las. Ao lado, a pintura (e a pintura de paisagens) já era uma atividade de síntese propondo a unidade entre as emoções (a estética), os atos (a moral) e o conhecimento (a lógica). A unificação de todas as coisas.
Tem sido assim desde a renascença. Essas pinturas de paisagens contavam uma história importante que as pessoas conheciam. Uma história de conteúdos morais: o carvalho representava a coragem; os álamos, a dor; a salamandra, o mal. (no século 21 não sabemos mais ler essas coisas: cultura e natureza se divorciaram.)
Nesta mostra, porém, não há só paisagens. Nem somente paisagens da natureza identificada com o campo. Há marinhas, naturezas-mortas e as paisagens culturais que são as paisagens urbanas. É a natureza dessas coisas que esta mostra busca revelar. Hoje, é fato, o mistério das coisas se esvaiu, acompanhando o desencantamento do mundo. Se há uma imagem exata de como se sente o homem contemporâneo diante das coisas (e das "velhas" pinturas de paisagem) são estas palavras de Fernando Pessoa: "o único sentido oculto das cousas/é elas não terem sentido oculto nenhum [...] as cousas não têm significação, têm existência. /as cousas são o único sentido oculto das cousas".
E o poeta continua para dizer que "não basta abrir a janela /para ver os campos e o rio./não é bastante não ser cego/para ver as árvores e as flores./é preciso também não ter filosofia nenhuma." o poeta resume assim, sem dizê-lo, a história da arte da pintura de paisagem, uma história da passagem da arte com filosofia para a arte sem filosofia. Esta exposição, a segunda de quatro mostrando a coleção do MASP sob novo ângulo é ocasião para reaprender a ver este gênero central da arte ocidental e desaprender outras tantas coisas.
"

Teixeira Coelho
curador do MASP
a natureza das coisas - em exposição desde 24 de Abril de 2008
VIRTUDE E APARÊNCIA (A caminho do moderno)

"Nesta exposição, estão presentes duas linhas de força da história da arte ocidental. A primeira se traduz na idéia de que, ao olhar-se para uma obra, era preciso ver além do que estava nela representado. Como John Ruskin insistia no século XIX, entregar-se à imitação, insistir no valor da arte por sua capacidade de reproduzir as coisas tais quais era pouco e vulgar; os prazeres desse olhar primário estavam entre os mais desprezíveis. Na arte de tema religioso, essa linha está presente: a beleza de uma madona não reside tanto (ou nada) no que se vê na tela, mas num outro plano, além ou superior, acessível apenas ao intelecto. A virtude da obra estava em grande parte fora dela, talvez acima dela. Há virtudes visíveis, sem dúvida, como a perícia do artista. Mas a principal delas ficava além do visível. São exemplos dessa linha obras do século XIII como a Madonna, do Maestro Del Bigallo, além das de Rafael, Bellini e Botticelli.
Ao lado dessa arte, porém, para atender a outras necessidades da aristocracia e da burguesia nascente num mundo em transformação, surge no século XVI uma outra voltada para as aparências em todos visíveis. Entre essas, a nascente arte da paisagem e do retrato. Virtudes imateriais ainda existem, mas as aparências da tela começam a predominar e são, mesmo, essenciais. Tudo está à superfície das coisas e o prazer consiste em vê-las, a exemplo do que se vê nas telas de Metsys, Boucher e Fragonard representando cenas do dia a dia ou aquelas cuja beleza maior está no equilíbrio entre as cores da pele e dos tecidos das personagens.
Este jogo entre o visível e o invisível, entre conteúdo conceitual e uma superfície que logo se entrega ao olhar está na base da arte ocidental. Apresentam-se, nesta mostra, obras do momento em que essa separação e esse conflito instalam-se na arte ocidental e dos instantes logo posteriores, quando as aparências se afirmam e se caminha para o moderno."
Teixeira Coelho
curador do MASP
virtude e aparência - em exposição desde 18 de Julho de 2008
BOA VISITA!!!

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Ensinando a viver (Martian Child)



Ótimo filme! John Cusack, pra variar, é maravilhoso!

A propósito, somos todos marcianos...

YES, WE DID IT!


O dia de ontem entrou definitivamente para a história!!
Sim, nós podemos!
Sim, nós conseguimos!
Agora é contigo, Obama.

Tragédia Igreja Renascer


Pra quem acha que arquitetura e engenharia são artigos supérfluos: nessa profissão uma cagada pode significar um vazamento na sua cozinha... ou, dependendo das proporções, pode levar à morte de muitas pessoas. Arquitetura é coisa séria!

Cinco livros 2

1. Por uma Arquitetura, Le Corbusier
Poucos movimentos na arquitetura foram tão amados e odiados quanto o modernismo: rechaçado pelos acadêmicos do início do século XX, aclamado pelos artistas na primeira metade do século, criticado pelos pós-modernos a partir da década de 60, o modernismo foi uma das aventuras mais rebeldes e empolgantes da história da arquitetura. Por uma Arquitetura é um impressionante manifesto em favor da Arquitetura Moderna, da autoria do irônico Le Corbusier. Através das críticas aos seus "colegas" da Academia de Belas Artes, Corbu destrincha neste livro boa parte de seus ideais. Leitura indispensável para os entusiastas do modernismo.
2. A insustentável leveza do Ser, de Milan Kundera
Um dos livros mais densos que eu já li em toda a minha vida!. O autor utiliza a história de quatro personagens completamente diferentes entre si para filosofar sobre a essência da vida humana, e nos questionar sobre o sentido da vida e da morte. Fabuloso!
3. Ei, tem alguém aí?, de Jostein Gaarder
Na noite em que espera pela chegada de seu novo irmãozinho, Joakim, um garotinho de oito anos, recebe a visita de um alienígena chamado Mika. Enquanto espera seus pais voltarem da maternidade com seu irmãozinho, Joakim e Mika conversam sobre várias das questões que a filosofia tenta responder. Jostein Gaarder, autor de O mundo de Sofia, consegue mais uma vez escrever um livro fascinante sobre filosofia, que agrada adultos e crianças.
4. Deuses, Túmulos e Sábios, de C.W. Ceram
"O romance da Arqueologia" de Ceram trata de um assunto fascinante: a história da arqueologia. Ceram relata as principais descobertas arqueológicas dos últimos séculos: que tal visitar as cidades de Herculano e Pompéia, que foram simultaneamente destruídas e preservadas por uma erupção do Vesúvio? Ou descobrir como o brilhante Champollion decifrou a complicada escrita hieroglífica egípcia usando a Pedra de Roseta? Leitura para muitas horas...
5. O Poder do Mito, de Joseph Campbell e Bill Moyers
Joseph Campbell foi uma das maiores autoridades mundiais em mitologia. Sua morte em 1987 com certeza foi uma grande perda para quem se dedica a esse assunto. De certa forma, o livro o Poder do Mito, transcrito a partir de um série de entrevistas compiladas em DVD de mesmo nome, foi um presente para os estudiosos e entusiastas como eu. O poder do Mito é um livro fascinante, em que Joseph Campbell fala sobre os mitos e sobretudo sobre a importância destes em nossas vidas, mesmo na era da tecnologia.