Es.pa.ço s. m. 1. Fís. Extensão tridimensional ilimitada ou infinitamente grande, que
contém todos os seres e coisas e é campo de todos os eventos.
I.ma.gi.ná.rio adj. 1. Que só existe na imaginação. 2. Que não é real. 3. Ilusório. S. m. Escultor de imagens.



quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Reformas Urbanas - A cidade Industrial (Inglaterra, século XIX)

CIDADE INDUSTRIAL

Na segunda metade do século XVIII a revolução industrial iniciada na Inglaterra impulsionou diversas mudanças na sociedade inglesa. Tais mudanças ocasionam uma nova conformação de cidade, a cidade industrial.
Entre os fatores que influenciaram essa nova constituição urbana estão o aumento da população pela diminuição das taxas de mortalidade: as melhorias na alimentação, higiene pessoal e nas instalações públicas, aliadas aos progressos no campo da medicina aumentaram a expectativa de vida da população e impulsionaram um rápido crescimento demográfico.
O êxodo rural, impulsionado pela industrialização, também teve seu papel no crescimento das cidades, ocasionando um inchamento dos centros urbanos em decorrência do aumento populacional e das migrações. Outro fator que favoreceu as migrações foi o desenvolvimento dos meios de transporte, que possibilitaram uma maior mobilidade de pessoas e mercadorias.
No âmbito político o liberalismo alcança o campo das reformas urbanas: os governos cedem terrenos públicos à classe mais favorecida, que investe na industrialização e no setor imobiliário. A especulação imobiliária tem seus reflexos na qualidade das moradias: o ideal de construir o maior número possível de unidades com o menor custo possível leva ao surgimento de moradias insalubres.
O crescimento das cidades leva à criação da periferia. O núcleo histórico e consolidado é preservado e passa a ser ocupado pela classe operária: as construções históricas são aproveitadas como moradia para as classes operárias: muitas vezes um mesmo edifício é ocupado por dezenas de famílias. Os mais ricos partem para os novos bairros elegantes da periferia. Também surgem bairros operários afastados do centro, dando origem à segregação por bairros. Enquanto as casas ricas são residências individuais em terrenos privilegiados e com grandes áreas verdes, as casas mais pobres localizam-se em terrenos próximos às indústrias e ferrovias, e caracterizam-se por serem edifícios com muitos andares e colados uns aos outros.
Em 1830 uma epidemia de cólera em Londres, na época uma das cidades mais populosas do mundo, leva o governo a intervir na questão urbana. Surgem estudos sobre a qualidade de vida das cidades, mas apenas em 1848 são aprovadas as primeiras leis sanitárias na Inglaterra. Embora as leis sanitárias tivessem como objetivo levar condições mínimas de salubridade às moradias populares, a adequação à legislação tornava o imóvel mais caro. Os mais pobres não podiam arcar com os custos das novas construções e continuaram a morar em locais insalubres.
As intervenções urbanas nesse momento dividem-se em duas linhas de pensamento: as REFORMAS LOCALIZADAS (realizadas pelo estado) e as UTOPIAS URBANAS (planos para cidades ideais realizados por intelectuais).

2 comentários:

Andrielle disse...

NOSSA, PARABENS, GENIAL, ME AJUDOU MUITO NO MEU TRABALHO DE GEOGRAFIA...
ANDRIELLE..

Andrielle disse...

NOSSSA, MUITO BEM O SEU BLOG, ME AJUDOU MUITO...