Es.pa.ço s. m. 1. Fís. Extensão tridimensional ilimitada ou infinitamente grande, que
contém todos os seres e coisas e é campo de todos os eventos.
I.ma.gi.ná.rio adj. 1. Que só existe na imaginação. 2. Que não é real. 3. Ilusório. S. m. Escultor de imagens.



quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Reformas Urbanas: Barcelona (Plano Cerdá)

Barcelona – Plano Cerdá
Desde meados do século XIX Barcelona apresentava um grande adensamento na área entre as muralhas, mas não era permitido construir no entorno da muralha.
Em 1858 é realizado um concurso para ampliação da cidade, vencido por Idelfonse Cerdá, que estabelecia a expansão da cidade não apenas nas áreas previstas, mas até os limites naturais da mesma. A cidade antiga (hoje o bairro gótico) torna-se apenas uma parte da nova estrutura urbana.
A ensanche de Cerdá é uma malha ortogonal, com quadras quadradas de mesma dimensão. As ruas têm 20m de largura e o gabarito, correspondente à largura da via, é uniforme em toda a extensão do plano. Uma das características mais importantes do plano Cerdá são as esquinas chanfradas. As esquinas são, culturalmente, ponto de referência e encontro de pessoas. O plano de Cerdá valoriza a esquina, aumentando o espaço da mesma, assim a interação entre as pessoas não impede o fluxo de pedestres.
A quadra-tipo era composta de dois blocos paralelos, mas havia a possibilidade de desenvolver novas propostas de quadras. As edificações ocupavam apenas metade da quadra, e o espaço livre seria uma área pública destinada ao lazer. A necessidade de adensamento obrigou Cerdá a estudar outras propostas, ocupando uma área maior da quadra. Na configuração final as edificações localizavam-se no entorno da quadra, e o centro permanecia como área livre, isolada, porém, do espaço urbano.

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