Es.pa.ço s. m. 1. Fís. Extensão tridimensional ilimitada ou infinitamente grande, que
contém todos os seres e coisas e é campo de todos os eventos.
I.ma.gi.ná.rio adj. 1. Que só existe na imaginação. 2. Que não é real. 3. Ilusório. S. m. Escultor de imagens.



segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Pós-Modernidade 02

Para Joseph Maria Montaner, a pós-modernidade apresentou três momentos distintos, que ele classifica como:

1. Classicismo Revivalista e Historicista
2. Ecletismo
3. Contextualismo Cultural



1. Classicismo Revivalista

Baseados na “segurança” da reprodução da linguagem clássica os revivalistas recorrem de maneira literal ao passado e ao classicismo sem experimentações ou reinterpretações. Os princípios de composição clássica, como axialidade, simetria, proporção, repetição, hierarquia e ordem tornam-se mais importantes do que a espacialidade. A busca por novos valores é feita no passado e na história e não na no local e na “cultura do lugar”.
. Consagram-se na exposição no MOMA – The architecture of the école de Beaux-Arts – 1977 – Arthur Drexler
- Quinlan Terry – 1937: Richmond Riverside Development – Surrey 1984/87
- Thomas Gordon Smith: Vitruviun House - 1990
- Allan Greenberg

Classicismo Historicista

Os classicistas historicistas também buscam valores compositivos no passado; também são influenciados por princípios clássicos de composição. Mas, ao contrário dos revivalistas este grupo se utiliza desses elementos em livres experimentações, reinterpretando os valores clássicos em novas composições.

Michael Graves - Portland Building – Portland – Oregon USA - 1980
Michael Graves - The Humana Building – Louisville – Kentucky USA – 1982/85
Michael Graves - Walt Disney Dolphin Hotel – 1990 – Buena Vista Florida
Charles Moore - Piazza d’Italia – New Orleans – 1976/79
Charles Moore - Haas School os Business – University of Berkeley
Johnson & Burgee - AT&T Building – New York – 1984 – Neo-Georgiano Chippendale
Johnson & Burgee - Comerica Tower – Detroit – 1991/93
Johnson - PPG Place – Pittsburgh - 1984
Robert Stern - Mexx International – Holanda – 1985/87
Ricardo Bofill
Conjunto Habitacional
Marne-la-Vallée
1978/82

2. Ecletismo

O ecletismo teve como característica principal uma arquitetura híbrida. Ao mesmo tempo em que buscam valores na história e no passado clássico os ecléticos se permitem livres reinterpretações dos elementos históricos. Mas, diferentemente dos classicistas historicistas, os ecléticos utilizam um método compositivo com ênfase na espacialidade de herança moderna e não apenas na composição clássica da Escola de Belas Artes: ou seja, o ecletismo é um híbrido entre a espacialidade moderna e o resgate histórico pós-moderno.
- James Stirling (1926-1992): Neue Staatsgalerie – Stuttgart – 1977/83
- Hans Hollein (1934) – Agência Austríaca de Viagens – 1976/78
- Hans Hollein – Haas Haus – Vienna – 1986/87
- Hans Hollein - VOLKSSCHULE KÖHLERGASSE - 1979

3. Contextualismo Cultural

Diferentemente dos anteriores, os contextualistas buscam na tradição do lugar e na cultura do lugar os valores que orientam sua produção: são os contextualista que começam a entender o “espírito do lugar” (Zaitgeist, Genius Loci) como ponto de partida para a criação projetual. Foram influenciados pelas teorias de Ernesto Nathan Rogers, Aldo Rossi, Norbeg-Schulz, e tem relação com o conceito de “Regionalismo Crítico” de Kenneth Frampton.

- Álvaro Siza Vieira (1933):
- Portugal
- Casa de Chá Boa Nova - Leça da Palmeira, Portugal – 1958/63
- Complexo de Piscinas de Leça da Palmeira, Portugal – 1961/66
- Igreja do Marco de Canaveses – Portugal – 1990/96

- Rafael Moneo (1937)
- Espanha
- Prefeitura de Múrcia – Espanha – 1991/98
- Museu de Arte Romana - Mérida – Espanha
- Ampliação do Museu do Prado – Madrid – Espanha - 2007

Mario Botta (1943)
- Suíça
- Riva San Vitale – Ticino – Suíça - 1971/73
- Casa Rotonda – Ticino – Suíça – 1980/82
- Cappella di Santa Maria degli Angeli, Monte Tamaro, Suíça – 1992/96
- Banco Nacional da Grécia – Atenas – 1998/2001

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